Joaquim Silva
Minha recomendação:
"Pensem e repensem sobre o que é a educação e o processo de educar. Sobre o que é o ensinar e o aprender. Tiririca representa hoje, o que foi a educação de ontem. É evidente que ele foi preparado durante esse tempo em que se discutia se ele era ou não alfabetizado, para fazer uma provinha de ditado. Pobre país, pobre educação, quando se dá a chance de um ANALFABETO, assumir uma cadeira de deputado Federal. Pobre país que faz da ignorância e do despreparo, uma palhaçada servil a desserviço da sociedade e dos anseios dos eleitores que mais uma vez mostraram não saber votar. Pobre país que se vê na obrigação de votar, por votar. Onde não há a mínima consciência de como votar, em quem votar e por que votar. Esse é o Brasil, essas são as pessoas com que teremos de trabalhar para mudar o mundo, esse é o nosso desafio como educadores, para que não haja mais Tiriricas em nosso país. Pobre país."
Joaquim Silva
Tiririca passa no teste de leitura, e pode assumir como deputado federal
Depois de muita polêmica, a confirmação: Tiririca sabe ler e escrever, e, por isso, pode assumir seu cargo de deputado federal eleito por São Paulo com mais de um milhão de votos.
Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, teve êxito no teste de leitura e escrita feito nesta quinta-feira pela Justiça Eleitoral. Walter de Almeira Guilherme, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), contou que Tiririca fez um ditado tirado de um livro editado pelo tribunal: "Justiça Eleitoral, uma retrospectiva". A frase ditada foi extraída aleatoriamente de um livro da Justiça Eleitoral. "A promulgação do código eleitoral em fevereiro de 1932 trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral."
Ainda de acordo com o presidente do TRE-SP, Tiririca teve de ler uma notícia de jornal e fazer uma interpretação do que leu e escreveu. As manchetes foram "Procon manda fechar lojas que vendem produtos vencidos" e "O tributo final a Senna".
O presidente do TRE-SP ressaltou, porém, que a decisão sobre a diplomação de Tiririca caberá ao juiz Aloízio Silveira, da primeira zona eleitoral.
A polêmica começou depois de uma reportagem da revista Época, poucas semanas antes da eleição, apontando que Tiririca era analfabeto, de acordo com pessoas que trabalhavam e conviviam com ele. No ato do registro da candidatura, Tiririca, assim como todos os candidatos, entregou um documento atestando que tinha o primeiro grau incompleto, mas que sabia ler e escrever. O documento foi submetido à perícia, que apontou irregularidades na caligrafia - uma pessoa poderia ter escrito por Tiririca. O palhaço se recusou a fazer a perícia do documento, o que foi aceito pelo TRE-SP, já que ninguém é obrigado a produzir uma prova contra si mesmo.
E assim o deputado federal Tiririca será diplomado.
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